QAPSIMULATOR

O chamado é real. A rede é real. O paciente responde como responde.

Simulador de urgência e atendimento pré-hospitalar. Você atende o chamado, conduz o caso e leva o paciente até a porta do hospital — sem alternativa A, B, C, e sem nada simplificado para caber num slide.

O acesso é liberado individualmente. Você cria a conta e a solicitação entra em análise.

O paciente

Conduta errada não melhora paciente.

É a regra mais dura do simulador, e é a que separa simulação de quiz vestido de caso clínico. Cada mudança de sinal vital precisa ser defensável em magnitude e em tempo — e existe uma lista explícita de situações em que o número está proibido de melhorar, por mais que a conduta pareça razoável.

Monitor e ventilador do simulador. O paciente acima acabou de ser intubado em choque — e a pressão caiu por isso, não apesar disso.

São dezenas de regras assim, cada uma com magnitude, tempo e fonte publicada — as mesmas que o debriefing cita quando aponta o que você fez.

Como funciona

Você atende. O caso reage.

Não há alternativa A, B, C. Você fala como falaria no telefone e no rádio, interroga quem ligou, decide o recurso, orienta a equipe e conduz o paciente. O motor conduz solicitante, TARM, equipes de USB, enfermeiro e condutor — e faz o quadro evoluir conforme o que você fez, ou deixou de fazer.

Solicitante
Alô? É do SAMU? Minha filha cortou a mão, tá saindo sangue! A gente tá em casa, na Rua das Acácias, 347, Jardim Veneza. Ela tava cortando legume e escorregou a faca, doutor. Tô com medo, nunca vi tanto sangue assim.
Médico
Quantos anos tem sua filha? Ela consegue mover os dedos? Esse sangue está esguichando ou escorrendo?
Solicitante
Tem 24 anos. Tá mexendo o dedo sim, reclama que dói mas mexe. O sangue... é assim, tá escorrendo, sabe? Não é que nem chafariz não, mas mancha o pano que a gente colocou.

Trecho real de um caso gerado pelo simulador. O endereço é de um bairro que existe, no município que a central atende.

Enfermeiro
Tubo passou, doutor. Ausculto os dois lados. A pressão caiu: 78 por 44, frequência 128. Saturação em 89 e não sobe.
Médico
Reduz a sedação e abre o cristaloide. Checa pressão de platô no ventilador.
Enfermeiro
Platô em 27, pico 34. Cristaloide correndo. Pressão subiu pouco, 84 por 48 — e já está voltando a cair.

Resposta transitória em sangramento ativo: melhora e volta a deteriorar enquanto a hemorragia não for controlada. Diálogo montado a partir das regras do simulador, para mostrar o comportamento.

🩺

Fisiologia com fonte

Magnitude e tempo de cada resposta saem de diretriz publicada, com ano registrado — e há uma lista do que o simulador está proibido de premiar com melhora.

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Instrumentos que funcionam

Monitor com traçado e alarme na frequência real, ventilador com platô e driving pressure calculada, bulário com diluição e posologia — inclusive onde as fontes divergem.

☎

Dois papéis

Médico embarcado na USA, com o paciente na frente e a regulação do outro lado do rádio — ou regulador na central, decidindo à distância com informação de terceiros.

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Debriefing técnico

Ao fim de cada caso, avaliação do interrogatório, das condutas, da escolha de recurso, do destino e da comunicação — com nota e o que revisar.

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Rede real

O chamado nasce num município de verdade, e as portas de urgência são as que existem, com o perfil e os critérios de exclusão que elas realmente têm.

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Reforço adaptativo

O que você erra volta com mais frequência. O treino se molda à sua lacuna, em vez de sortear na mesma proporção para sempre.

Para médicos e estudantes

Treinar decisão custa caro. Errar no plantão custa mais.

Reanimação se treina em curso. Via aérea se treina em manequim. O que não se treina é a sequência inteira sob pressão de tempo — interrogar com informação incompleta, escolher a conduta, sustentar a decisão diante de uma equipe que discorda, e decidir para onde o paciente vai.

O simulador roda em dois formatos. Você pode entrar direto na cena, já embarcado, com o paciente na frente — ou começar na regulação, decidir o recurso e embarcar quando a USA for despachada.

Para instituições e coordenadores

Base normativa fechada, e nada de norma inventada.

O que o simulador afirma sobre o sistema de urgências sai de um conjunto declarado de fontes. Fora delas, a resposta é explicitamente "variável conforme protocolo local" — em vez de o modelo preencher a lacuna com algo plausível.

Portaria GM/MS 2048/2002 Portaria 1600/2011 Decreto 5.055/2004 Resolução CFM 2110/2014 Portaria SES-GO 792/2024

Regionalização verificável

A versão atual cobre as regiões de saúde Central e Centro Sul de Goiás: 51 municípios com coordenadas e população do IBGE, duas centrais do SAMU, e as portas de urgência com tipologia da Portaria 792/2024. Cada dado tem fonte registrada.

A decisão de destino

Hierarquia territorial, perfil da porta, critério de exclusão e o limite do recurso que vai dentro da ambulância. É a decisão que se aprende errando no plantão, sem ninguém corrigindo — e aqui ela é cobrada e explicada.

Vaga zero pelas duas falhas

Prerrogativa exclusiva do regulador e medida de exceção. O simulador cobra os dois erros simétricos: aceitar a recusa quando havia indicação, e acionar sem risco de morte ou para furar hierarquia territorial.

Acesso controlado por turma

Cada aluno tem conta individual, liberada uma a uma pelo responsável. O acesso pode ser revogado ao fim do curso sem apagar o histórico de treino.

Registro do desempenho

Cada caso fica gravado com tema, nota e debriefing na conta do aluno, e as lacunas identificadas orientam o sorteio dos casos seguintes.

Sem norma inventada

Nas questões do módulo de ensino e nas justificativas do debriefing, o que não está nas fontes acima é declarado como variável por protocolo local — não é preenchido com suposição.

Coordena um curso, uma liga ou uma residência? Escreva contando o tamanho da turma e o que você quer treinar.

qapsimulator@gmail.com

Resposta pelo próprio Dr. Eric Moura Duarte.

Onde o simulador não vai. Ele treina raciocínio clínico e de regulação — não substitui prática supervisionada, procedimento em manequim nem estágio. A grade de destino por agravo é síntese operacional a partir das normas citadas, não uma tabela publicada, e assim é apresentada ao aluno. Escopo territorial atual: Central e Centro Sul de Goiás.

O telefone toca em alguns segundos.

Crie sua conta para entrar na fila de acesso. A liberação é individual e feita pelo responsável.

Solicitar acesso